"Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la." (atrib. a Bertold Brecht)
Ninguém poderá diminuir seu egoísmo, se não se reconhecer como egoísta. Ninguém poderá diminuir a sua violência, se não se reconhecer como violento...
Ninguém poderá mudar a realidade se não conhecer a realidade. Portanto, não adianta se afastar dela, não adianta se alienar, não adianta fantasiá-la e não adianta maquiá-la, que ela não irá mudar por isso.
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"Violência é uma expressão trágica de necessidades não satisfeitas". (Marshall Rosenberg)
Um pouco de reflexão sobre a utilização do esporte como uma "bengala" na qual colocamos uma carga de frustrações e insatisfações pelas quais passamos no nosso dia a dia, pode nos levar a concluir que este é um dos fatores, dentre tantos outros, que gera os quadros de violência que assistimos no meio esportivo. No momento, trato de expor apenas este, pois, de forma individual, é o que está mais próximo de nós e que podemos resolver com menos dificuldade. Basta, para isto, uma mudança de atitude pessoal diante dos problemas.
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A notícia a seguir tem, na essência e de forma sutil, a tal "bengala" referida no texto acima.
"A educação pelo medo deforma a alma." (atrib. a Coelho Neto)
Com palavras não conseguimos expressar tudo que é possível num tema abordado. Sempre existirão brechas que poderão ser utilizadas para construir coisas positivas e outras que não são positivas.
Atualmente, ainda é difícil, para muitos, a aceitação da relatividade de tudo na vida. O mesmo vírus pode ser a causa do agravamento de um quadro de saúde, como pode, dependendo das condições – por exemplo: vírus utilizado na produção de vacina -, ser a causa da melhoria desse quadro.
Outro exemplo é o da prudência. Pode-se dizer que ser prudente é agir com cuidado para que a ação não gere algo indesejável. Mas o que gera a prudência e os cuidados ? Não é o medo da ocorrência do indesejável ? Eu penso que é. Visto por esse ângulo, o medo influencia de forma positiva o processo. Porém, quando o medo se manifesta de forma que a pessoa seja prudente em demasia, levando-a a um estado intenso de inação, ele, o medo, passa a influenciar de forma negativa o processo. É nesse caso que o medo deforma a alma.
Não é impossível perceber que o medo – não há ser humano que não tenha medo – faz parte do processo de aprender a viver. Quanto mais intenso é o medo, mais intensa é a deformação da alma, ou seja, maiores serão os efeitos colaterais negativos.
Portanto, entendo que aqueles que são responsáveis pelo processo de desenvolvimento de outros, não precisam atuar com a imposição de medo, pois, outros relacionamentos na vida já fazem isso sem que precisem de ajuda.
A seguir é apresentado um vídeo, com a excelente interpretação de Paulo Autran, que serve para dar um pouco de luz ao que foi abordado.
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