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terça-feira, 10 de julho de 2012

O belo como essência - A estética na filosofia e na vida

"O que torna um deserto belo é que ele esconde um poço em algum lugar."

Entendo que estar bem com a vida é poder enxergar o que é belo em tudo que nos cerca. Mas, o quê, em verdade, pode ser considerado belo?

"Belo, é tudo quanto agrada desinteressadamente." (atrib. a Immanuel Kant)

A beleza mais fácil de ser observada é a beleza que está na superfície. De maneira geral, esta, também, perece mais facilmente aos nossos olhos. Existem outras belezas que só podemos enxergá-las se mergulharmos mais fundo nas nossas observações. Estas belezas mais profundas, talvez pelo esforço que temos que fazer para enxergá-las, nos são mais preciosas, nós damos maior valor a elas.

"A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla." (atrib. a David Hume)

Essa busca pelo belo e consequente encontro, geram estímulo para viver e, assim, vive-se melhor nas diversas circunstâncias.

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um como é." (atrib. a Fernando Pessoa)


Pense nisso!


"Se soubermos lidar com os diversos tipos de sentimento, poderemos crescer como seres humanos."


A seguir, uma ótima oportunidade para "enxergar" o belo nas imagens que nos colocam de frente a vários sentimentos.


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macaco adulto e filhote
Grand Canyon - EUA
rua histórica
Ballet
Fractal de Lyapunov
Plumbago
quadro - pintura


A seguir, uma ótima oportunidade para "enxergar" o belo nos vídeos com músicas, ao piano e ao violão, que nos colocam de frente a vários sentimentos.


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The top of morning (piano) – Música de Mike Oldfield
While Your Lips Are Still Red (piano) – Música de Nightwish
Kiss the Rain (piano) – Música de Yiruma
MacGyver Theme (piano)
Only Time (guitar) – Música de Enya


Veja o que foi publicado em Fatos e Ângulos sobre:

O Belo

Música
A beleza pode apresentar-se na superfície, estar explícita. Pode, também, apresentar-se distante da superfície, estar implícita.

"O essencial é invisível aos olhos." (Antoine de Saint-Exupéry)

"O que torna um deserto belo é que ele esconde um poço em algum lugar."
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vem sentar-te comigo, Lídia - Ricardo Reis

Versos Recitados

Neste poema, Ricardo Reis - um dos heterônimos de Fernando Pessoa - nos permite sentir e refletir sobre detalhes da vida: prazeres, interações, etc.

O poema é recitado pelo inesquecível Paulo Autran.





Vem sentar-te comigo, Lídia
Ricardo Reis (Fernando Pessoa)

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassossegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.



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Poema apresentado, a mim, pela caríssima e querida Carmen Regina Dias: @carmenrdias (Twitter) e Divan (Blog)


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Veja mais informações em :

Ricardo Reis (Wikipédia)


Vem sentar-te comigo, Lídia - Ricardo Reis (LiThis)

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mar Português - Fernando Pessoa

Versos Recitados 

Mar Português é um poema de Fernando Pessoa no qual o poeta retrata as dores do povo português causadas pelas aventuras no além-mar, durante o período que ficou conhecido como Era das Grandes Navegações.


O poema Mar Português, apresentado a seguir, é recitado por Paulo José.




Mar Português
Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram sem casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.


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