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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tostão, do toque de bola ao toque de letra

Eduardo Gonçalves de Andrade (Tostão), foi jogador de futebol, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1970, que jogou no Cruzeiro e no Vasco da Gama, encantava com jogadas belas, inteligentes e eficientes, resultantes de sua grande habilidade com a bola.

Ele que se destacava por seu admirável toque de bola, há algum tempo se destaca por seu, também admirável, toque de letra nas crônicas esportivas que tem escrito. Suas crônicas acompanham a qualidade de suas jogadas, ou seja, são belas, inteligentes, mostram habilidade e são eficientes no que tangem a estimular reflexões.

Tostão escreveu dois livros. O primeiro a ser publicado foi Tostão - Lembranças, Opiniões, Reflexões sobre o Futebol (esgotado no momento) e o segundo foi A Perfeição não Existe. Sobre Tostão, Gilson Yoshika escreveu o livro Trocando os pés pelas mãos: O Futebol e a Vida nas Crônicas de Tostão.

As crônicas do Tostão mostram uma visão interessante sobre o futebol e sobre a vida.


A seguir, alguns fragmentos das crônicas do Eduardo, o Tostão:

"...O futebol no mundo deveria ser interrompido em alguns períodos para as pessoas refletirem, desconstruírem muitos de seus conceitos, perceberem as besteiras que disseram e que fizeram, para daí construírem novas maneiras de ver a vida e o futebol."
(Crônica: Desconstrução, Coluna do Tostão no Super Esportes, 24/11/2010)

"...A Copa do Mundo se tornou um grande negócio para a FIFA, patrocinadores e investidores. Para o torcedor brasileiro, além da emoção e do prazer de assistir a um Mundial, é uma catarse dos impulsos reprimidos e uma exacerbação de sentimentos ufanistas e nacionalistas..."
(Crônica: Copa não é tudo; Coluna do Tostão no Diário Popular, 04/07/2010)

"Ao contrário do que diz o chavão, que o medo de perder tira a vontade de vencer, os grandes jogadores e times começam a perder, mais que o habitual, quando se acostumam com a vitória, o sucesso, a rotina, e perdem a ansiedade, o medo de serem derrotados..."
(Crônica: Medo de Perder, Coluna do Tostão na Folha de São Paulo, 25/04/2012)

"...Imagino que os estádios estarão prontos, que serão confortáveis, bonitos, que os aeroportos e outros meios de transporte vão melhorar -piorar não tem jeito-, que os turistas serão bem recebidos (o brasileiro é gentil), que não haverá nenhuma catástrofe e que a violência será menor que a habitual, já que os baderneiros e os marginais, de rua e de colarinho branco, também gostam de futebol. E ainda se acham patriotas..."
(Crônica: A Copa da FIFA, Coluna do Tostão na Folha de São Paulo, 22/04/2012)


Veja mais informações em:

Coluna do Tostão (Folha de São Paulo)

Coluna do Tostão (Super Esportes)

Coluna do Tostão (Diário Popular – busca)

Tostão, o mineirinho de ouro (Gato Peleque, 12/04/2012)

Tostão (Wikipédia)


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Antero Greco: crônicas com seriedade e bom humor na medida certa

Sagacidade e bom humor são características do trabalho de Antero Greco, tanto na ESPN quanto no seu blog (Viramundo - Esportes daqui e dali). Além disso, Antero – como é chamado pelos companheiros da emissora e por aqueles que comentam no blog dele – nos provoca, no melhor sentido desta palavra, a pensar sobre os temas que aborda; é realmente muito bom!

A seguir, fragmentos de algumas crônicas de Antero Greco e links para leitura completa:

"Num conto saboroso, Luiz Fernando Veríssimo narra a história de um sujeito que vivia a ser alertado a respeito do comportamento, digamos, pouco ortodoxo da mulher. Tanto o envenenaram com as indiscrições que contratou um detetive para seguir os passos da senhora. Tempos depois, o araponga trouxe dossiê pesado, com fotos comprometedoras e diálogos reveladores. O documentado marido traído nem olhou o material e lascou: 'Ainda bem. Sabia que era tudo fofoca... ' "
(Crônica: Amor cego; Viramundo - Esportes daqui e dali - 30/05/2012)

"O futebol está cheio de pândegos, de brincalhões pra ficar no popular. Quanto mais se fala em profissionalismo, mais fico com o pé atrás..."
(Crônica: Adilson, primeiro técnico a cair. E é só o começo; Viramundo - Esportes daqui e dali - 29/05/2012)

"...Por isso, os heróis do meu tempo são superiores aos das épocas dos outros. As proezas deles são mais espetaculares e insuperáveis... O time do meu coração só era espetacular nos meus dias de garoto. E assim por diante. Tendemos a achar que o mundo começou conosco..."
(Crônica: Heróis de cada época; Viramundo - Esportes daqui e dali - 11/02/2011)

"Difícil fugir da tentação de fazer comparações. Pegue nas artes, por exemplo. Toda hora vemos que tal ator é melhor do que aquele do passado, que não existe escritor como o monstro sagrado de séculos atrás, que esta banda enfim vai superar uma antiga como a maior de todos os tempos. É a necessidade de cotejar, de reavaliar conceitos e, de preferência, de encontrar novos ícones..."
(Crônica: O risco de comparar; Viramundo - Esportes daqui e dali - 20/05/2011)

Para ler todas as crônicas no blog do Antero, basta clicar aqui!

Boa leitura!


Veja mais informações em:

Antero Greco (Wikipédia)

Antero Greco – Viramundo (Esportes daqui e dali) – (Blogs Estadão)

Antero Greco (ESPN)

Antero Greco (Twitter)


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